Clima entre apoiadores do governo em Brasília, SP e Rio já é de derrota


​No vale do Anhangabaú, onde se reúnem os manifestantes contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff em São Paulo, o clima já é de derrota. Nem os poucos votos favoráveis à presidente têm feito as pessoas reagirem com mais do que uma discreta comemoração. Na pequena área destinada às lideranças atrás do carro de som, alguns começam a ir embora.

A organização do evento, por volta das 19h45, já trabalhava com a hipótese de não realizar o show do músico Chico César. Diversas vezes a transmissão da votação na Câmara foi interrompida diversas para dar recados de caravanas que já se organizavam para deixar o local.

Rogerio Pagnan/Folhapress
Manifestantes começam a deixar o vale do Anhangabaú
Manifestantes começam a deixar o Vale do Anhangabaú

Em Brasília, após a conta de deputados que apoiam o impeachment passar de 100 votos, manifestantes governistas começaram a deixar a Esplanada dos Ministérios. A maioria, no entanto, ainda permanece no local.

"É muito previsível se o deputado vai votar ‘sim’ ou ‘não’. Se começa a falar em família, é ‘sim’", diz Renata Agostinho, 44, que acompanha a votação em um bar com amigos contra o impeachment.

"Fico surpreso quando eles falam ‘fora a corrupção’. Eles falam isso de frente para a corrupção, na frente do Eduardo Cunha", reclama o jornalista Júlio Araújo, que assiste à votação em um bar em Brasília.

No cafezinho do Plenário, pouco antes das 19h, o clima entre os petistas já era de desânimo total. Parte deles já admite que a vitória é quase impossível.

Johanna Nublat/Folhapress
"Fico surpreso quando eles falam 'fora a corrupção'. Eles falam isso de frente para a corrupção, na frente do Eduardo Cunha", reclama o jornalista Júlio Araújo, que assiste à votação em um bar em Brasília.
Pessoas assistem à votação em um bar em Brasília

No Rio, manifestantes pró-governo ainda têm esperanças. A Lapa segue cheia –sem estimativa de público. Sempre que algum deputado vota "não" a reação é de euforia. Quando votam "sim", as vaias e xingamentos são grandes.

Rogério Pagnan/Folhapress
Praça da Sé
Praça da Sé, no centro de São Paulo, por volta das 19h30 neste domingo

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