Tríplex, sítio e venda de MP: entenda os casos em que Lula é investigado

Ex-presidente Lula é investigado por suposta participação em esquema de compra de medidas provisórias apurado pela operação Zelotes

Nas últimas semanas, o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou aos holofotes após a divulgação de reportagens sobre supostas irregularidades envolvendo um apartamento tríplex que seria de sua família no Guarujá (SP) e sobre a reforma de um sítio em Atibaia (SP) que teria sido bancada por um consórcio de empreiteiras investigadas pela operação Lava Jato.

A reação do PT foi imediata. O presidente da legenda, Rui Falcão, afirmou que Lula é vítima de uma tentativa de "linchamento moral" por conta das eleições de 2018, nas quais o ex-presidente poderia disputar mais um mandato. Em meio a tantas informações, o UOL reuniu os principais casos envolvendo o nome do petista. Entre eles há inquéritos policiais e investigações conduzidas pelo Ministério Público que podem ou não, se transformar em denúncias. Até o momento, Lula não é réu em nenhum processo.

Lula é investigado pelo MPF (Ministério Público Federal) do Distrito Federal por tráfico de influência em favor da Odebrecht. As suspeitas são de que o petista teria influenciado o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) a financiar obras da Odebrecht fora do Brasil. Lula, que ainda não foi denunciado, nega as irregularidades.

A Odebrecht é uma das empresas investigadas pela Operação Lava Jato. Seu presidente, Marcelo Odebrecht, foi preso em junho de 2015.

Em outubro do ano passado, foi revelado que a Odebrecht pagou R$ 4 milhões por palestras de Lula no exterior. Há suspeitas de que o ex-presidente teria sido, na realidade, remunerado por facilitar operações da Odebrecht junto a governos estrangeiros como o da Venezuela e Angola. A Odebrecht, por sua vez, também nega qualquer irregularidade.

O juiz federal Sérgio Moro autorizou na última quinta-feira (4) a abertura de uma investigação exclusiva da Polícia Federal sobre as obras realizadas no sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP). O local é frequentado pelo Lula e sua família.

Há suspeitas de que as construtoras Odebrecht e OAS pagaram pela reforma do local, ocorrida entre outubro de 2010 (enquanto Lula ainda era presidente) e janeiro de 2011. O pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente, também poderá ser investigado.

O sítio está em nome de dois sócios de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do Lula. O petista nega ser o dono do imóvel, mas registros das viagens do ex-presidente indicam que ele e seus familiares foram ao sítio pelo menos 111 vezes entre 2012 e janeiro de 2016.

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