Tempo seco, crime e imprudência causam incêndios e ameaçam plantações na PB

Agricultores dizem que são ameaçados

A região da cidade de Sousa, a 429 km de João Pessoa, no Sertão paraibano, tem registrado em média 16 incêndios por mês. No dia 22 de agosto, o Corpo de Bombeiros foi acionado para conter as chamas de um incêndio de grandes proporções, às margens da BR-230. A maior parte dos casos começa através de pessoas que queimam lixo ou vegetação. Mas também há denúncias de crimes cometidos contra propriedades de agricultores.

De acordo com os bombeiros em Sousa, os focos de incêndio começam de forma discreta, mas devido ao clima seco e a falta de chuvas na região, acabam se alastrando com muita facilidade, causando os estragos. Segundo estatísticas do Corpo de Bombeiros, nos meses de julho e agosto deste ano, 32 ocorrências foram registradas na cidade, sendo 16 em cada mês.

A maior parte dos focos de incêndio está em terrenos baldios e áreas de preservação ambiental. Conforme levantamento do Corpo de Bombeiros em Sousa, das 32 ocorrências, 26 foram registradas nessas área de preservação e apenas seis em terrenos baldios.

Já na região que abrange Patos, Cajazeiras, Sousa, Pombal e Catolé do Rocha, foram 96 casos em terrenos baldios e 36 focos fora de áreas de preservação ambiental, nos meses de junho e julho de 2014.

Um dos casos mais recentes foi identificado no dia 22 de agosto, quando um incêndio de grandes proporções atingiu uma plantação de coco na cidade de Sousa. O Corpo de Bombeiros disse que demorou cerca de cinco horas para conter as chamas que se espalharam por 10 hectares.

De acordo com agricultores responsáveis pelas plantações, eles têm recebido ameaças e denunciam que criminosos estariam agindo para provocar as ocorrências. A polícia investiga o caso, mas ninguém foi detido.

As plantações de coco em Sousa têm produção média de 400 mil frutas por mês. A atividade gera cerca de 11 mil empregos diretos e indiretos, com distribuição local e para Brasília, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.

Não é a primeira vez que esses locais sofrem com incêndios. Em 2012, plantações de frutas foram destruídas por chamas provocadas por um fio desencapado.

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  • Caso recente foi em plantação de cocos
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Agricultores dizem que são ameaçadosReprodução/Diário do SertãoAgricultores dizem que são ameaçadosCaso recente foi em plantação de cocosReprodução/Diário do SertãoCaso recente foi em plantação de cocosEm Sousa, plantações de coco estão ameaçadasReprodução/Diário do SertãoEm Sousa, plantações de coco estão ameaçadasPortal Correio

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