Polícia investiga estupro de menino de 6 anos dentro de escola do DF

A Polícia Civil do Distrito Federal investiga a denúncia de que um menino de 6 anos foi abusado sexualmete dentro da Escola Parque 210 Norte, onde tem aula às terças-feiras à tarde. O crime ocorreu há nove dias e foi revelado pela criança por meio de um desenho feito para a diretora da instituição que ele frequenta nos outros dias da semana. A Secretaria de Educação disse estar prestando todo o apoio à família.

As diretoras dos dois colégios disseram aoG1 que não vão se pronunciar sobre o caso. Já a Delegacia da Criança e do Adolescente afirmou que só vai comentá-lo ao fim das investigações. Abalada, a mãe do garoto também não quis falar a respeito.

A mãe da vítima relatou o ocorrido em conversa com outros pais. Ela disse que desconfiou do comportamento do garoto quando foi buscá-lo na escola, porque ele pedia para ir embora logo, insistia que queria tomar banho e dizia que não queria voltar mais ao local. Durante o banho, ela verificou que o pênis da criança estava machucado e o levou ao médico. O hospital constatou as lesões e encaminhou a família para o Instituto Médico Legal.

Fachada da Escola Parque 210 Norte, onde menino de 6 anos faz atividades físicas e artísticas às terças-feiras (Foto: Raquel Morais/G1)

Segundo a mãe de uma colega de turma do menino, que não quis ser identificada para preservar a filha, o garoto não conseguiu contar a história para ninguém, mas narrou a situação em um desenho feito para a diretora da escola, mostrando todos os lugares por onde ele e o agressor teriam passado.

Ela diz acreditar, com base nas conversas com outros pais e a mãe da vítima, que o agressor seja um estudante.

“A gente acredita que tenha sido no intervalo, porque ele estava lanchando no refeitório quando esse outro menino [o suposto agressor] chegou puxando o cabelo dele. Para se defender, ele correu para a área externa da escola, onde ocorre a educação física. Chegando lá, ele pediu a ajuda de coleguinhas e depois correu de novo, para dentro da escola, na direção do auditório. Aí o outro garoto o segurou e fez o que fez”, disse, reproduzindo o relato feito pela mãe da criança.

A mulher afirmou que os pais das outras crianças decidiram não deixar que os filhos frequentem a Escola Parque 210 Norte até que a situação seja solucionada.

“Também me preocupo com esse outro garoto [que teria cometido o abuso], porque a gente não sabe pelo que ele passa, o que vê em casa. Ele também pode estar sofrendo abuso e a gente não sabe. Ele também precisa ser ajudado”, disse.

O menino violentado e a mãe mudaram recentemente para Brasília e moram com um tio dele. A criança continua frequentando as aulas, mas não é mais levada pela mãe, que ficou assustada com a repercussão entre os pais das outras crianças. A mãe de uma colega do garoto disse que ela está "horrorizada".

“Ela me disse: ‘Poxa, eu vim para cá para poder tentar a minha vida, para poder crescer, para poder dar um conforto para o meu filho e acontece uma coisa dessas?’. Foi um horror. Estamos indignados”, falou.

A Escola Parque 210 Norte atende 2,4 mil alunos entre 6 e 11 anos de 11 colégios, que estão cursando do 1º ao 4º anos. Nas terças-feiras, dia em que o menino tem aula na instituição, há crianças de três unidades. Lá, eles praticam atividades físicas e artísticas, como música e teatro.

G1

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