Polícia diz que antes de ser morta, estudante de Queimadas foi estuprada por cerca de três horas

Leônio de Arruda, acusado de estupro em Queimadas
Ana Alice estava desaparecida desde 19/09

A Polícia Civil de Campina Grande revelou durante entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (8) que a estudante Ana Alice de Macêdo, 16 anos, que estava desaparecida desde o dia 19 de setembro, foi estuprada por cerca de três horas antes de ser morta. O crime aconteceu na cidade de Queimadas (distante 133 quilômetros de João Pessoa), no Agreste paraibano.

De acordo com Erissandro Andrade, delegado titular de Queimadas, o acusado é Leônio Barbosa de Arruda, 22 anos, que foi preso e já respondia por outro crime de estupro, além de ser acusado de mais duas tentativas. Em depoimento à polícia, ele confessou que praticou o assassinato.

Ana Alice voltava da escola por volta das 18h quando foi abordada por Leônio, que a levou para um sítio, na zona rural de Caturité (distante 153 quilômetros da Capital e 18 quilômetros de Queimadas), na região do Cariri do Estado. Lá, a estudante foi estuprada por cerca de três horas e assassinada com golpes de espingarda calibre 12 na cabeça. Apenas no dia seguinte o acusado voltou para enterrar seu corpo no próprio sítio.

O delegado geral adjunto da Polícia Civil da Paraíba, André Rabelo, explicou que a polícia chegou até o acusado através da denúncia de uma tentativa de estupro contra uma mulher de Campina Grande. Em um outro caso de estupro na cidade de Caturité, Leônio Arruda chegou a jogar o corpo da mulher numa cacimba, mas ela conseguiu sobreviver e denunciá-lo.

O município de Queimadas possui 41.297 habitantes e foi palco, no mês de fevereiro deste ano, de um estupro coletivo de cinco mulheres seguido da morte de duas delas. O crime ganhou repercussão nacional por acontecer durante uma festa de aniversário.

Os donos da casa onde aconteceu o crime, os irmãos Eduardo e Luciano Santos Pereira, foram apontados como mentores da tragédia que chocou a população. Eles chegaram a prestar queixa na delegacia alegando que a casa onde era realizada a festa havia sido invadida por assaltantes, mas a polícia concluiu que o estupro coletivo teria sido um “presente” de Luciano para Eduardo, o aniversariante, que tinha interesse em uma das vítimas.

Seis homens que estavam na festa foram condenados pelos crimes de estupro, formação de quadrilha e porte ilegal de armas. Outros três adolescentes cumprem pena no Lar do Garoto, em Campina Grande.

A polícia descartou qualquer ligação entre os dois crimes. Ainda participaram da coletiva os delegados Marcos Paulo e Alba Tânia Abrantes.

Portal Correio

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