Galvão esquece a palavra Olimpíadas, exalta telão e fala sobre “ressaca” de Ronaldinho


Foto: Bruno Thadeu/UOL

A seleção brasileira realiza uma série de amistosos preparatórios para as Olimpíadas, de 27 de julho a 12 de agosto, em Londres. Mas, quem acompanha os jogos na voz de Galvão Bueno não ouviu nenhuma vez o nome da competição – ou suas variáveis. O motivo: os direitos de transmissão para a TV aberta pertencem à Record. Assim, o evento passou batido na narração global da derrota por 2 a 0 do Brasil para o México, neste domingo, mas não a entrevista de Ronaldinho Gaúcho para o Fantástico e o tema “ressaca”.
Em várias oportunidades, Galvão fez propaganda da entrevista exclusiva do ex-jogador do Flamengo para Tadeu Schmidt na noite deste domingo. Em quase todas elas, o narrador citou que o jogador ia explicar a saída do clube da Gávea e também os boatos de que teria chegado para treinar várias vezes de “ressaca”.

Nada de Olimpíadas
Na goleada sobre os EUA, Galvão disse, algumas vezes, que esse era o time que Mano Menezes preparava para a disputa da Copa das Confederações, em 2013, e da Copa do Mundo, no ano seguinte, ambas no Brasil. Mas, contra o México, nenhum dos torneios foi lembrado, muito menos as Olimpíadas.

Os comentaritas também se calaram sobre o tema, e olha que a Globo usou todo o seu arsenal na partida. Do Brasil, Caio Ribeiro, Casagrande e Junior, além de Arnaldo Cézar Coelho, além do apresentador do Central da Copa, Alex Escobar, não citaram, em nenhuma oportunidade, o evento londrino.

Se o futebol do time comandado por Mano não encantou, sobrou espaço para Galvão encher a transmissão de elogios ao telão do Dallas Stadium. O narrador citou o estádio, que custou US$ 1,1 bilhão, como o mais impressionante que ele viu em sua carreira, mas foi o supertelão e seu custo de US$ 80 milhões que mais chamou a atenção da voz global.

“É um show à parte. O torcedor às vezes fica em dúvida em olhar para o campo ou para o telão. É absolutamente fantástico”, disse Galvão. E tome mais adjetivos. “O telão é quase do tamanho do campo, gente. Eu nunca vi o campo tão perto de mim” ou “realmente impressionante isso aqui, uma joia do esporte mundial”. Quer mais? “60 metros de comprimento e 25 de altura, é brincadeira?”.

A única menção a algum evento além do amistoso veio justamente graças ao supertelão e ao estádio americano. “Se tivéssemos pelo menos 50% disso para a Copa do Mundo, seria especial”, disse Galvão. E foi só.

A volta de Falcão?
A principal gafe do dia coube também ao narrador. Ao fim do primeiro tempo, ao falar sobre o Central da Copa, a versão “Show do Intervalo” para os jogos da seleção, ele quase recontratou o ex-comentarista Paulo Roberto Falcão. “Daqui a pouco tem o Central da Copa, com o Caio, o Casagrande, o Junior, o Falcã… Ia falando do Paulo Roberto Falcão, hoje técnico do Bahia, que foi nosso companheiro por tantos anos.”

Ricardo Zanei
Do UOL, em São Paulo

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